6 de abr. de 2013
UM NOVO TEMPO NESSE TEMPLO
14 de out. de 2012
REFLEXÃO PERTINENTE
14 de out. de 2011
SER PROFESSOR
Poeta, alentador, vidente, sonhador, organizador,
Aglutinador, palhaço, avaliador, cultivador, pensador,
Louco, animador, mágico, visionário, acolhedor,
Repassador, apaziguador, arquiteto, psicólogo, torcedor.
Artista, escritor, comunicador, jogador, desenhista,
Bruxo, mago, anjo, inspirador, pintor...
Quanto vale o trabalho de um professor?
Ninguém poderia receber mais e melhor.
Quem soma tantos papeis em um só?
Se o médico salva vidas, ele salva almas.
Transforma pupilos em agentes do bem.
Conhecimento, amizade, sonho, satisfação,
Compromisso, dignidade, crescimento,
Cidadania, doação, proatividade, progresso,
Orientação, sacrifício, amor, sedução,
Compreensão, solidariedade, força, fé...
Quem levanta tantas bandeiras assim?
Não há outra maneira para o desenvolvimento.
Professor precisa ter tempo para aprender.
Tem que assumir compromisso com o saber.
Unir-se, lutar, defender-se, ver, julgar e agir.
Está passando da hora de escrevermos nova história.
Trabalharmos com sabedoria, polidez, altivez.
Dinamizarmos nossas aulas, iluminar, convencer.
Darmos significado ao que ensinamos todo dia.
Repassarmos o que é útil de fato para o meio social.
Não é hora de baixar a cabeça e dizer amém.
Sempre haverá o que aprender, crescer, vencer.
A principal arma: a leitura polissêmica e atitude.
Revestir-se de humildade, mas nunca ser robô.
Combatermos o melhor combate: indignidade.
Valorizarmos o ser em detrimento ao ter exacerbado.
Discutirmos as drogas, a homofobia e a tecnologia.
Estreitarmos nossas relações com Deus.
Ensinarmos o valor da paz e da honestidade.
Driblarmos os estereótipos, as desigualdades.
Quem sabe, sem que percebamos, façamos a mágica.
Venceremos nossos tão grandes desafios.
Mostraremos a força do poder pelo conhecimento.
Teremos nossos alunos como aliados, soldados.
Para festejarmos, de fato, o dia do educador.
14/10/11
9 de out. de 2011
CARTA DE UMA CRIANÇA PARA OS PAIS
Mamãe e papai!
O dia da criança está chegando. Gostaria de pedir algo especial neste ano. Primeiro, desejo que leiam isto com os olhos do coração. Depois, que levem à sério o que vou dizer a partir de agora.
Imagino que vocês me amam muito, mas isso não me parece tão vantajoso assim porque vocês não têm tido tempo para mim. A gente conversa muito pouco e brincar que é bom, nem sei quando foi a última vez... Na verdade, tenho um monte de dúvidas que gostaria de tirar com vocês. Então, com esse tempo tão pequeninho para mim, resolvi escrever para vocês. Não sei se terão como me responder agora, mas não me incomodo se responderem uma pergunta de cada vez. Respondam e coloquem em cima da minha escrivaninha.
• Não dá para vocês trabalharem um pouquinho menos para a gente ficar mais tempo juntos? Assim vocês podem me ensinar muitas coisas legais...
• Papai e mamãe acham mesmo que os presentes que me dão compensam a falta que sinto de vocês?
• Tenho visto tantas cenas de violência na televisão e nos jogos do meu playstation, será que isso faz bem para mim?
• Por que os senhores não vão na minha escola saber como estou indo?
• Papai, quando você vai me abraçar de novo e dizer que me quer ver feliz?
• Mamãe, o que é felicidade, se tenho tudo que quero e nem sempre me sinto feliz? A gente pode comprar felicidade no shopping?
• A escola é pra ensinar o que vem dos livros de uma forma humanizada, não é, ou ela tem o papel de me educar? Quem educa não são os pais? Quando?
• Papai, aprendi a mexer no iPad que você me deu, mas ainda não sei como fazer vocês prestarem atenção em mim. Você pode me dizer como?
• Mamãe, nunca vejo você ou papai lendo livros nem revistas, é mesmo importante ler? E escrever?
• Por que às vezes não me dá vontade de estudar e fico sem graça com vontade de chorar?
• Vocês sabem o que estou fazendo quando uso o computador?
• Eu não mereço parabéns quando consigo bons resultados na escola, e de incentivo quando tenho que melhorar?
• Mamãe, tem dias que a minha agenda diária não me permite brincar. Criança tem que ter tempo para brincar, não é?
• Afinal, o que vocês acham mais importante: que eu cresça com boa formação intelectual e humana, ou apenas que possa usar o que vocês conquistam de bens materiais?
• Papai e mamãe, vocês não me dão um beijo de boa noite nem me contam historinhas é porque estão cansados, não é? Por favor, descansem um pouquinho e me beijem toda noite, tá certo?
• Os valores que estão nas músicas que ouço em casa ou no carro de vocês são boas para o meu crescimento, ou elas me ajudam a desvalorizar as coisas do Pai do céu?
Papai, mamãe, sei que são muitas perguntas de uma vez só, mas é que venho guardando essas dúvidas faz um tempão. Agora, posso pedir o meu presente para o dia da criança? Se for possível, gostaria que me dessem uma caixa bem enfeitada com corações bem coloridos e que colocassem dentro dela o que acho de mais precioso para mim. Coloquem: atenção, afeto, limites, responsabilidade, emoção, solidariedade, confiança, compreensão, diálogo, verdades, amor e brincadeiras, muitas brincadeiras, principalmente aquelas que se jogam de dupla ou de trio.
Amo vocês e não esqueçam, estou crescendo e em breve deixarei de ser criança...
Criança Sonhadora
Aldo Luna
7 de set. de 2011
EDUCORAÇÃO
Como anda a nossa educação? Muitos administradores defendem que estão fazendo o melhor quando otimizam as instalações físicas, quando estão pagando aos servidores em dia, dentro do mês. Mas para quem ensina, o piso nacional ainda é injusto para vermos dignidade em nossa classe docente. E a luta deve continuar com o brio que só os heróis têm. Mas também sabemos que a escola só cumprirá o seu papel de formar cidadãos agentes de transformação da sociedade, portanto com senso crítico, sensibilidade e intelectualidade, quando escrevermos e colocarmos em prática uma nova proposta pedagógica, mais holística, mais abrangente, que possa trabalhar também os mistérios do coração, da intuição e da emoção.
Além disso, não vamos acabar bem se mantivermos o foco apenas na preparação de mão de obra “qualificada”, numa verdadeira despersonalização do ser humano. Afinal, como podemos considerar com qualidade, a mão de obra que se sente instigada ao materialismo exacerbado? A melhor escola não pode ser a que tem mais alunos vitoriosos nos vestibulares. Mas a que prepara também para viver em comunidade e não em agrupamentos, como pessoas extremamente individualistas. Quem não já foi vítima, por exemplo, de um médico insensível, materialista, arrogante? Profissionais tão merecidamente valorizados, mas que não tiveram no ensino regular nem na graduação, como as demais áreas, experiências fabulosas e necessárias de afeto, amor, respeito, bom senso... E agora, o que podem ensinar aos seus filhos? É claro que a responsabilidade de educar é dos pais, é da família. Mas a escola precisa ser parceira e abrir portas para a discussão dessas prioridades. Cortella nos lembra: A tragédia não é quando um homem morre; a tragédia é aquilo que morre dentro de um homem enquanto ele ainda está vivo”. Não podemos permitir, pois, que o homem se materialize ao ponto de perder o que o diferencia dos irracionais: a capacidade de pensar e amar.
Tenho esperanças que dia menos dia, haveremos de elaborar uma nova história para a nossa educação. Quiçá, comece com a luta por um salário digno, justo e que não force o docente a ter que trabalhar três expedientes e ser considerado apenas um vocacionado sofrido. Reconheço que não é fácil, pois nossos paradigmas passam longe de um Che Guevara ou de uma Tereza de Ávila. Mas creio no potencial dos que leem, daqueles que estão indignados e querem, como Jesus, pescar homens para uma proposta nova de sociedade.
Aos que estão no poder, com a possibilidade de contribuir efetivamente para darmos alguns passos à frente, sugiro em síntese: encontros sistemáticos de formação pedagógica e de acordo com a situação diagnóstica de cada escola; salários dignos aos professores e funcionários; acompanhamento pedagógico constante às escolas pelas secretarias; prioridade ao ensino da leitura e da escrita; eleição para gestores escolares; inclusão digital geral; atendimento humanizado para todas as comunidades escolares; preparação docente para uma educação realmente inclusiva; aquisição de livros paradidáticos em abundância para as bibliotecas com projetos de incentivo à aprendizagem da leitura; construção de playgrounds e aquisição de jogos pedagógicos; convênios com as universidades; parceria de formação continuada para pais e educadores; aquisição de melhorias estruturais via elaboração de projetos federais e estaduais...
Por fim, trago à tona um fragmento de autoria do Frei Betto, exclusivamente para todos nós, que lidamos com a educação e precisamos refletir sobre nossa prática pedagógica diária. Assim ele se expressa: “Os educadores deveriam ter sempre a preocupação de contextualizar, de mostrar a ligação das partes com o todo, do aluno com a comunidade. A educação deve formar um triângulo: texto, contexto e pretexto. Quanto mais o tema (que é o texto) é contextualizado, mais extraímos para nossas vidas as razões pelas quais aquele tema nos interessa (o pretexto). Assim, acredito que o nosso processo de humanização passa pela percepção das conexões, mas essas conexões, que garantem a minha existência, só vão se aprimorar e perdurar se houver um projeto que se assente sobre a esperança da humanização.” Façamo-lo.
Aldo Luna – 7/9/2011
17 de ago. de 2011
UMA BARBALHA MELHOR PARA TODOS NA EDUCAÇÃO
Encontros sistemáticos de formação pedagógica e de acordo com a situação diagnóstica de cada escola; salários dignos aos professores e funcionários; acompanhamento pedagógico constante às escolas; prioridade ao ensino da leitura e da escrita; eleição para gestores escolares; inclusão digital geral; atendimento humanizado para e em toda as comunidades escolares; preparação docente para uma educação realmente inclusiva; aquisição de livros paradidáticos em abundância para as bibliotecas(?); construção de playgrounds e aquisição de jogos pedagógicos; convênios com as universidades ... quando eu vir isso, estarei eufórico comemorando mais um aniversário de uma terra tão querida e, quase sempre, tão maltratada na área da Educação...
23 de jul. de 2011
ATITUDE
Hoje acordei assim com medo de viver.
Não sei se é a idade ou as mortes prematuras.
Não sei se é o tempo, as doenças, não sei...
Apenas sinto que preciso otimizar meus dias.
Fazer de novo o que nunca mais fiz.
Curtir aquilo que me fascina e me deixa up.
Ouvir Beatles nos meus LPs.
Conversar sobre Educação com amigos.
Assistir ao filme que me faz chorar.
Aumentar os livros da minha biblioteca.
Usar um home, um produtor de imagens...
Mexer com fotos, organizar os cds e dvds.
Abraçar os meus ex-alunos.
Expressar as minhas inquietudes e limitações.
Repetir mil vezes que amo a minha família.
Mostrar-me grato aos que me dão atenção.
Pedir perdão a Deus pelas minhas ilicitudes.
É uma sensação de que não sei fazer a hora.
Triste não, talvez não, mas um quê de preocupação.
Preciso viver melhor para não me arrepender.
Não chorar o que não consigo mais fazer.
Sinto profundamente o desejo de viver intensamente.
Preciso desatar esse nó e buscar em mim mesmo a saída.
O caminho? ATITUDE.
22-07-11
10 de abr. de 2011
EDUCAÇÃO
Quem trabalha na Educação precisa ser educado.
Não pode ser egocêntrico, incoerente, ineficaz.
Ter espírito solidário, ser flexível e competente.
Agir com sensatez, compromisso e altivez.
Quem trabalha na Educação precisa ser educado.
Atender bem aos alunos, pais e colegas de trabalho.
Ler com frequência para melhor ver, julgar e agir.
Deixar de lado a prepotência e a intransigência.
Quem trabalha na Educação precisa ser educado.
Encantar seus pupilos, criar, persistir, compadecer...
Ter sorrisos nos olhos e ensinar a aprender.
Dar significado ao que ensina e formar pensadores.
Quem trabalha na Educação precisa ser educado.
Priorizar conteúdos úteis humanizando as criaturas.
Ser gentil, tenaz, envolvente, acolhedor, apaziguador.
Aprender com os erros e se indignar com injustiças.
Quem trabalha na Educação e assim não faz,
Humilha, persegue, discrimina, contamina o mal.
Castra sonhos, delimita progressos, destrói estradas.
Nocauteia a autoestima, impede a prosperidade.
Quem trabalha na Educação e assim não faz,
Contribui para a involução humana, que maldade...
Tumultua o ambiente e só gera desconforto.
Permite a disseminação do materialismo exacerbado.
Quem trabalha na Educação e assim não faz,
Coroa o erotismo, a violência, o anticristianismo.
Dar oxigênio ao preconceito e vive a malvadeza.
Estrangula a liberdade, fomenta a libertinagem.
Quem trabalha na Educação e assim não faz,
Mata crianças, jovens e adultos para a felicidade.
É nocivo à comunidade, erra quando faz e se omite.
Deve escrever uma outra história bem longe da escola
.
Barbalha, 10 de abril de 2011
Ofereço este texto a minha aluna Antônia, da Universidade Vale do Acaraú-UVA, por ter sofrido
preconceito racial de sua própria professora quando fazia o Fundamental I.