Lembro, com muita saudade, das participações efetivas dos grandes Patativa
do Assaré e Luiz Gonzaga, entre outros, nas festas de Santo Antonio do passado.
Infelizmente, outras gerações não tiveram o privilégio de aplaudi-los de perto.
Mas essa festa somos todos nós. As trezenas, o Pau da Bandeira, os mateus, os
penitentes, as comidas típicas, o reisado, as ruas ornamentadas, os abraços aos
amigos que moram longe...
Não devemos esquecer de que isso nos identifica. Oxalá, que
possamos revigorar e manter os grupos folclóricos, os shows dos artistas
regionais e todo o complexo que é a nossa cultura popular. Caso
contrário, perderemos nossa identidade.
Que a Festa de Santo Antonio seja motivo de estudo das
universidades e que elas e o poder público provoquem encontros sistemáticos com
empreendedores de grandes eventos nacionais, com artistas de todas as
áreas, com o povo em geral. Somente juntos, poderemos cuidar, de fato, do nosso
grandioso patrimônio e salvaguardar nossa identificação cultural. Fica a dica
em nome do amor ao torrão natal.
Francisco Aldo Luna Gomes
EDUCADOR
MAIO DE 2017